quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Apagando o fogo


Há alguns dias, a Prefeitura veio fazer capina aqui na praça. Ela ficou bonita, limpa e florida, com o amarelo das acácias da praia.


Infelizmente, algum irresponsável ateou fogo, hoje, no capim seco. Apesar de ser pertinho, as árvores que plantamos estão na frente, e só notei que tinha fogo quando ouvi o barulho do capim seco queimando. Lá fui eu, de novo, e já pela 16ª vez (se não perdi a conta ainda), pegar uma enxada e começar a apagar o fogo antes que ele alcançasse maiores proporções.

Quando os bombeiros chegaram, eu tinha conseguido apagar o fogo perto da praça, mas ele já estava no campo, mais adiante, onde o capim estava alto e seco. E os três bombeiros que vieram, tiveram trabalho pra controlar as labaredas que já estavam alcançando um capão de árvores mais adiante.

Lagartinho tentando escapar do fogo

O fogo foi longe

domingo, 9 de março de 2008

Vem chegando o outono



Ainda têm alguns dia de verão, mas o outono já chegou à praça. Os maricás - ou unha de gato- estão floridos , e , durante a manhã, cheios de abelhas que vêm atrás do néctar. Vi, no Discovery, que quando uma abelha encontra uma flor com néctar, a informação do local e do horário se fixam no seu "computador interno". Então todo dia, no mesmo horário, ela volta para o mesmo local. "Elas" voltam. Muitas! Um zumbido que dá pra ouvir de longe!



Além das flores das unhas de gato, tem outras, apesar de ainda não existir um ajardinamento na praça. As aroeiras estão florescendo, as acássias da praia estão começando a se encher de futuras flores e um solitário gerânio (eram muitos, mas um só ficou) sempre floresce!




segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Atividades na praça




Sobras de uma reforma de jardim, algumas dezenas de pingo de ouro vieram parar aqui, para serem plantados na praça. Como não são mudinhas, o trabalho é maior. Hoje fizemos buracos, muitos buracos, pra replantá-los na divisa da praça. E ainda não chegamos na metade do número de plantas!

Cavar, plantar, regar...

O trabalho continua amanhã.

sábado, 12 de janeiro de 2008

O que você faz com seu lixo?

O quadro é o seguinte:

O senhor veranista passa dez meses do ano sem aparecer na praia. Então, quando chega pra aproveitar o verão, encontra sua casa quase soterrada por capim, areia, sujeira, galhos quebrados e tudo o que seu desleixo deixou acontecer à sua casa e mais o que o vento ou outros semelhantes jogaram por lá.

O que faz ele, então?Armado com todos os aparatos para limpeza da sua selva particular - ou simplesmente contratando um "especialista", desmata, corta, arranca, recolhe, limpa todo seu lixo e faz uma montanha em frente à porta da garagem. Mas ele está de férias, os amigos vêm visitar, e ele tem que mostrar prosperidade, e não uma pilha de lixo trancando a entrada da casa.

Você que lê isto aqui, uma pessoa civilizada e consciente, faria o que? Ligaria pra Fepam, Prefeitura, Brigada Ambiental, Ibama, WWF, Greenpeace? Ou para uma empresa que aluga container e depois de algum tempo previamente combinado e por valor idem, recolhesse a caçamba com todos os resíduos da limpeza no seu jardim, na sua casa ou na sua obra? Esta última tem sido a opção de muitas pessoas. Outras, com menos dinheiro, mas ainda assim interessadas em limpar seu pedaço, poderiam procurar terrenos com plaquinhas de "aceita-se aterro" e despejado lá o que não mais se interessam em ter por perto.

Este último tipo, até credito que possa existir, mas são raros!

Pois ilustres veranistas e Xangri-Lá encontraram o que, para eles, é a solução barata, e definitiva - até o próximo verão! Aceitar os préstimos de algum carroceiro que se propõe, por algum dinheirinho, a livrá-lo de toda a inconveniência. E eles perguntam para onde o carroceiro vai levar o lixo? E, caso perguntem, acreditam que será levado para um aterro permitido? Sim? Devem ser os mesmos que viram o papai Noel descer pela chaminé há menos de um mês atrás e deixar lindos presentes sob o pinheirinho. E estão esperando, daqui dois meses, encontrar o coelhinho da Páscoa.

Vamos falar sério! Não querem nem saber o que vai ser feito do que conseguiram se livrar! E talvez até combinem com seu "especialista em logística" para ir retirar os restos de verão, pouco antes de irem embora .

E agora, quem é mais relaxado? O ilustre veranista ou o carroceiro, sem educação, tosco, que vai deixando o lixo por onde passa, e encontra numa praça, num terreno baldio ou até numa rua com pouco movimento o local ideal para inaugurar o mais novo aterro da cidade? Na verdade, o lixo não vêm da casa do carroceiro e, certamente, não vai para a casa dele. Então, ele vai se preocupar com isto?

Ele vai é se desfazer o mais rápido possível da carga, pra poder encontrar mais um carreto pra fazer. E decide que aqui, ao lado da minha casa, atrás das árvores que plantamos para ter sombra, passarinhos, um ambiente bom pra quem mora ou quem passa por aqui, é um excelente lugar.



Pois uma criatura assim despejou todo tipo de lixo aqui, na sexta feira. Sofá velho, pneu, restos de obra, restos de poda, restos de faxina doméstica, restos. Como coube tanta coisa numa só carroça? E ele ainda queria me convencer de que era "lixo limpo, dona. É só queimar tudo isto aqui, que fica beleza".

E daí? Fico batendo-boca com o "garbage-deliverer", chamo a Brigada Ambiental ("Obrigada por ligar, mas temos só uma viatura para todo Litoral Norte e está no momento atendendo outra ocorrência"), a Brigada Militar ("Aqui que chamaram para uma ocorrência sobre um carroceiro?", pergunta o educado brigadiano meia hora depois da montanha de lixo fazer parte da paisagem e o autor da mudança do relevo ter sumido no mundo) ou rezo para meu Anjo da Guarda fazer companhia para a Brisa e a Luna e me protegerem se o carroceiro cumprir as ameaças que fez, e voltar aqui?

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Continua a limpeza

Continuou ontem e hoje a limpeza da nossa praça, pelos funcionários da prefeitura. Duas moças com roçadeiras e duas com vassouras de plástico para recolher capim cortado e ainda o trator com o cortador de grama/capim, passaram a tarde de terça feira cortando e recolhendo os restos dos cortes. Lá na outra ponta da praça, outras equipes de no homens trabalharam juntando os restos e formando novas montanhas de entulho pra depois serem recolhidas pelos caminhões.








Aqui neste lado da praça, Elisa e Rose, com as roçadeiras, e Marlise e Cristiana, encarregadas de varrer o capim cortado tiveram bastante trabalho . Depois de uma tarde inteira cortando a grama nativa, no final do dia deixaram vários morrinhos com os restos, para outra equipe vir, mais tarde, recolher. Na hora do lanche, fiquei contente em vê-las sentadas no banquinho que construímos há tanto tempo. E quiseram até fazer pose, para serem fotografadas para aparecer no blog!

Hoje, além destas, também esteve trabalhando no recolhimento dos restos da capina, outra equipe, formada por Simone, Célia e Deti, além do motorista Didio.



Terceiro dia de limpeza,tanta gente trabalhando, e ainda tem muito para fazer. Agora lá na outra ponta, onde três montanhas de sujeira ainda esperam para serem levadas embora. Foram colocadas quatro placas avisando que é proibido colocar lixo, e ainda é preciso pôr algumas placas também do lado de cá.

Mas vocês acreditam que no mesmo dia, logo depois que equipes foram embora alguém teve a cara de pau de largar resto de concreto lá? Infelizmente só vi mais tarde, quando fui fotografar a placa. Ficou lá, um morro de concreto junto com o lixo que outros seus pares no relaxamento já tinham deixado. Mas vou ficar tentar fotografar se outro porcalhão quiser deixar seu lixo aqui. E a foto vem para o blog e a denúncia para a Prefeitura e para o Batalhão Ambiental da Brigada Militar.







segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Limpeza na praça

Estava eu nos meus afazeres aqui em casa hoje de tarde quando ouvi um barulho de trator. E vindo da praça!!! Como tem um caminhão que insiste em passar por aqui, destruindo as árvores, e como tem muito relaxado que vem largar seu lixo aqui por perto, achei que ia me incomodar de novo. Peguei a máquina fotográfica, a Brisa, e saí correndo! Olhem o que encontrei!!


O Ronaldo, tratorista da prefeitura, que faz o corte da grama nos canteiros da Paraguassu e nas praças de Xangri-Lá, estava cortando o capim alto da nossa praça!!! E tomando o maior cuidado pra não passar sobre as mudas de árvores, que estão marcadas com palitos de madeira!

Quando fui falar com ele, chegou o Déga (só sei este nome), que hoje é chefe de pátio (?) da prefeitura, e veio orientar o serviço.

Aqui um parênteses: Conheço-o há muitos anos, desde a administração passada ou retrasada, quando a Prefeitura vinha pegar caminhões e caminhões de areia da nossa praça pra usar não sei onde. A praça é longa, mede mais de 300 metros de comprimento. E a areia era tirada sempre lá na outra ponta. Foi tanta a areia tirada, que ficou um lago e -pasmem- até peixe apareceu! Mosquito, então... Eu ia lá sempre perguntar por que estavam tirando areia, por que iriam deixar um buraco na praça. Ou seja, já me conheciam como " a mulher lá da esquina que tá sempre perguntando, reclamando..."

Bom, quando não dava mais pra tirar areia do lado de lá, um dia vi a patrola entrando praça adentro, aqui, quase na frente de casa. Saí correndo pra mostrar para o operador da patrola (que era o Déga) que ali havia várias mudas de árvores, que precisava cuidar onde passava com a patrola para não matá-las. Ele parou, pegou o celular, ligou para alguém e disse "Ó, aquela dona tá aqui e não quer que tire areia daqui". Eu não sabia se achava graça ou ficava preocupada. Mas ele falou mais alguma coisa, desligou o telefone e foi embora com a patrola.Depois disto, toda vez que aparecia por aqui sabia que ia aparecer "a dona" (aqui no sentido de mulher, senhora, e não de proprietária) pra conferir o que estava sendo feito.

Voltando aos acontecimentos de hoje. Perguntei a ele o que fariam ali. Respondeu que seria a limpeza, hoje, com o trator e depois com roçadeiras, porque embaixo das árvores o trabalho precisa ser manual. Perguntei se fariam poda das árvores, porque uma vez já havia vindo uma frente de trabalho e não sei se por falta de equipamento adequado ou de treinamento para o trabalho, danificaram muitas árvores. Ele garantiu que não, que seria só cortado o capim e grama.





No final da tarde, quando foram embora, dezenas de caminhões já tinham sido levados de restos de construção, de mobília, de poda, de lixo, enfim, que algumas pessoas insistem em despejar na área verde - na outra ponta da praça. Mas ainda ficaram três morros de sujeira para ser levada embora amanhã. Mais a promessa de colocar placas proibindo o despejo de lixo aqui, e a de conversar com o responsável por um condomínio aqui perto, de onde alguns contrutores tiram os resto das obras que vêm parar aqui.

Quase todo o capim está cortado, mas amanhã deve continuar o trabalho. Nossas árvores continuam. E o cuidado também.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Cuidando das árvores



A "Praça das Aroeiras", como sugerimos, há muito vem sendo cuidada e "arquitetada". No início de seus tempos abrigava apenas vegetação rasteira, capins com até 0,5 metro de altura. Porém após muito tempo de trabalho árduo da iniciativa privada, o local evoluiu. Atualmente, a praça possui um banco para uma boa conversa curtindo o pôr-do-sol ao pé da serra, abriga um trajeto em seu perímetro para caminhada e uma seqüência de árvores, dando origem a um "túnel verde", sempre em fase de extensão.

Sucessivas tentativas de plantio foram feitas, em diferentes épocas do ano, durante um longo período, sem a obtenção de resultados expressivos. As mudas, normalmente de aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolius) e outras nativas como pitanga (Eugenia uniflora) e araçá (Psidium cattleyanum), perdiam as folhas e não 'vingavam'. Logo se percebeu que o vento, assim como a incapacidade do solo de reter umidade e nutrientes, era o grande inibidor de avanços para o florestamento da área desprotegida.

A solução, já testada e aprovada com a obtenção de ótimos resultados, foi o plantio de espécies exóticas como a casuarina (Casuarina equisetifolia) e a acácia-da-praia (Acacia blakei), de fácil adaptação ao solo pobre e ao forte vento, criando assim uma proteção, possibilitando o desenvolvimento das árvores nativas menos resistentes. Com esta barreira contra o vento, aliada à uma intensiva adubação e constante rega, as árvores hoje encontram-se em estágio avançado de crescimento, atraindo aves, répteis e uma infinidade de outros animais nativos, dando origem a uma bonita e extensa, além de utilizável, área verde.

Além de pitangueiras, araçazeiros e aroeiras, a praça comporta espécies como corticeira-do-banhado (Erythrina crista-galli), sarandi-amarelo (Terminalia australis), maricá (Mimosa bimucronata), etc. Durante o longo período de avanços significativos, manutenção tem sido dada, novas mudas têm sido freqüentemente plantadas e assim continuará sendo, prezando tanto a proteção à fauna e à flora, como o bem-estar social de seus usuários. Tudo o que consiste a "Praça das Aroeiras" demandou esforços da iniciativa privada.


Recentemente foi anunciado o provável investimento do poder público no local, com projeto de construção de quadras poliesportivas e reflorestamento, o suficiente para nos deixar em alerta. Conhecendo muito bem os motivos de realização destas obras, assim como os procedimentos utilizados nas mesmas, nos sentimos com direito não só de conhecer o projeto, como também opinar sobre mesmo. Não somos contra este tipo de investimento e não nos consideramos donos da área, porém devido ao grande esforço para tornar a mesma bem aproveitada e utilizável por todos moradores e residentes das proximidades, acreditamos que nossa contribuição tenha sido, além de única, muito valiosa para desprezada.

As árvores nativas dificilmente serão removidas, pela sua grande proteção através de legislações estaudal e federal. Estamos receosos apenas com a possível derrubada das espécies exóticas, como as casuarinas e acácias-da-praia, que têm somente nos beneficiado, permitindo tanto o desenvolvimento de micro-ecossistemas ricos em biodiversidade, quanto o desenvolvimento dos próprios exemplares de árvores nativas. A preocupação se fortaleceu com a inaguração de outra praça nas proximidades da "Praça das Aroeiras", onde sua arborização foi totalmente reconstituída não sendo considerado o grande valor das espécies já existentes no local.



Portanto, para que não tenha sido em vão o trabalho de mais de uma década, solicitamos o direito de saber o que está sendo desenvolvido e projetado para a "Praça das Aroeiras". Uma das únicas exigências é a não remoção de qualquer espécime arbórea da área, em consideração não somente a nós usuários, mas também à fauna que permanentemente a utiliza como fonte de alimento e moradia.